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[Tuesday, July 31, 2007 | | 2 comments ]

Bem, foi hoje. Agora a pouco acabei as últimas tarefas que precisavam ser resolvidas. Estou com a sensação de que tudo está em ordem, muito poucas pontas ficaram sem serem atadas. Muito bom isso.

Para formalizar isso, hoje, na pausa da manhã do pessoal, entre as 9 e 9 e meia da manhã, dei uma pequena festa. Nada de mais, em si só uma mesa bacana com pães, bolos e bebidas. O espumante (Sekt) aqui é obrigatório, puro ou com suco de laranja. Deu um certo trabalho arranjar isso tudo e encomendar as Brezeln no padeiro, mas, com a ajuda de algumas pessoas, foi mais fácil do que eu imaginava.

As fotos do povo não ficaram muito interessantes, são mais para a minha própria lembrança e documentação do que para mostrar. Mas, como vocês podem ver, eu ganhei uns presentes bem legais. Além das assinaturas no meu livro grandão de gaitas (cujas fotografias eu ajudei a tirar), recebi também uma gaita comemorativa de 150 anos versão cromo com a assinatura de um monte de gente na caixa. O costume aqui é também dar um presente em dinheiro. Todos que contribuem têm o direito de assinar o cartão (e, nesse caso, a caixa também). Só que o pessoal sempre tenta fazer o presente em dinheiro um pouco mais interessante, seja fazendo dobraduras ou inventando alguma coisa para colocar as notas e moedas. No meu caso foi essa bandeja com chapas de cobertura de gaitas, que ficou bem legal.

Se eu pensar que teve gente que veio para a empresa apesar de férias e que o número de presentes foi bastante alto, só posso concluir que o meu saldo desse meu tempo na Hohner foi, em todos os sentidos, positivo.


[Sunday, July 22, 2007 | | 0 comments ]

Aí quinta-feira estava eu no escritório, pronto a ir embora e o telefone toca. Dois toques curtos, telefonema externo. Isso pode demorar. Mas tá bom, a gente atende.
Do outro lado da linha estava Malcolm Arison, AKA Hank Williamson, gaitista na banda berlinense de rock-country The BossHoss. Falando que tinha conversado com o Steve e que estaria tocando em Tuttlingen ontem, sábado, e gostaria que eu fosse ao show.
Bem, eu tinha acabado de ouvir os dois CDs da banda há algumas semanas, recomendado por uma colega da Hohner, e curti. Tinha pensado em ir ao show, mas estava esgotado. Então o convite veio em boa hora.
Claro, o interesse do Mal era se apresentar como possível endorser e eu torço para que dê certo.

A banda é quente, tocou em tudo quanto é festival esse verão e tem um séquito de fãs fiel. Principalmente moças. Os caras tiram um sarro gigantesco fazendo de conta que são neo-cowboys e abusam das camisetas regata mostrando braços musculosos (não é o caso do gaitista). O sotaque fake até que convence, as moças gostam e os rapazes vão vestidos a caráter, de chapéu, jaqueta jeans, jaqueta de couro, bota, calça jeans, cinto de fivela grande, essas coisas. O escapismo é evidente quando se vê os alemães mais quadrados do mundo com colares indígenas berrrando Iiiiiiirra! Mas a diversão é garantida, a banda é muito boa. Os caras sabem fazer show e lidar com o público.
Infelizmente, ao contrário dos shows em Montreux, dessa vez não teve espaço para dançar, o que foi uma pena, pois eu, de bota (não estilo caubói, sorry) jeans, cinto normal e camisa de listras largas, estava querendo aprender uns passos de square dancing. Bem, fica pro Canadá, então.

P. S. 1: O orkut, por causa do monte de links que eu coloquei no artigo anterior (e que vocês todos foram bonzinhos e visitaram, né?), classificou meu blog como spam blog. Agora tenho que digitar seqüências bestas de letras para publicar os artigos.

P. S. 2: O vídeo da capoeira no show do Olodum deve ter sido barrado no Youtube. Alguma hora conserto. Ou não.

P. S. 3: Em breve respondo aos vários e-mails desejando boa sorte que recebi, valeu!


[Thursday, July 19, 2007 | | 4 comments ]

Olá povo,

Como a partir de setembro eu voltarei a estudar, o dia 31 de julho será meu último dia na firma Hohner.
A partir de setembro começarei um MBA (Master in Business Administration) na Mannheim Business School, uma fundação da Universidade de Mannheim. Muitos consideram essa a melhor Business School da Alemanha.
O prédio da MBSEstudar administração será um complemento muito bom para a minha formação técnica, e eu já estou ansioso para começar as aulas, conhecer gente nova, ter novas experiências.
A primeira etapa, de setembro à metade de dezembro, será na Warwick Business School em Coventry, na Inglaterra. Depois serão 3 meses na Queen's School of Business em Kingston, no Canadá (não Jamaica) e, finalmente, a partir de abril de 2008, estudarei 6 meses em Mannheim. Os alunos do curso vêm do mundo inteiro, da Bielo-Rússia à Índia, passando por China, Espanha, Canadá, Egito, etc.. A coisa toda será com certeza culturalmente muito interessante.

O meu tempo na Hohner, a maior e mais conhecida fabricante de gaitas do mundo foi, com toda certeza, muito legal. Em muitos aspectos o meu emprego lá era um emprego dos sonhos, onde eu pude juntar o meu conhecimento técnico com o meu entusiasmo pela gaita. Fui acusado de ser pago para exercer o meu hobby e isso de certa forma é verdade. Aprendi a gostar muito dos meus colegas de trabalho, são realmente muitas pessoas muito boas e entusiasmadas com o produto que estão na Hohner, o que fez com que meu trabalho lá fosse ainda mais prazeiroso. Eu também gostei da cidade de Trossingen, que é muito agradável de se morar, perto dos Alpes (snowboard!!), simplesmente agradável, com um tempo em geral muito bom.
Um obrigado especial eu deixo para o Gerhard Müller, gerente de produtos (gaitas, melódicas e flautas doces), natural de Trossingen e um exímio gaitista (cromática). Sempre foi muito agradável trabalhar com o bom humor dele e ele sempre me apoiou nos diferentes projetos.
O próprio Steve Baker, que me apresentou à firma, sempre esteve presente para o que der e viesse e me ensinou muito. Não só sobre gaita, mas sobre música em geral e sobre a vida de músico. Os festivais, workshops e viagens sempre foram especiais e eu me alegro em poder chamar uma lenda viva da gaita de amigo.
Trabalhei como gerente assistente de produto por um pouco mais de dois anos e meio e pude aprender e fazer muito. Começou logo de cara com o Harmonica Masters' Workshops (HMW) 2004, depois a Marine Band Deluxe e a Feira de Música de Frankfurt 2005, o Muha-live, MusicFest Moscou 2005, o fantástico World Harmonica Festival 2005 e outros muitos eventos. Alguns dos produtos que tive o prazer de ajudar no desenvolvimento foram:

  • A mencionada Marine Band Deluxe. Cheguei no fim do desenvolvimento, mas é a minha gaita predileta
  • A Chromonica 270 Deluxe
  • A 21 Tremolo De Luxe
  • A bela Hohner Highlander Mouthorgan, com o trabalho em conjunto com Donald Black, sempre muito agradável
  • A remodelação do kit de ferramentas da Hohner. Espero que o novo estojo, as instruções reeditadas e o preço mais baixo
  • E naturalmente as atuais gaitas comemorativas de 150 anos, nas versões Ouro, Cromo e Standard
Eu também trabalhei fortemente na melhoria da qualidade das gaitas. Durabilidade, resposta e, principalmente, afinação. Investi muitas horas na reprogramação das tabelas de freqüências de diferentes modelos e tons das gaitas diatônicas. Eu digo com convicção que a qualidade das gaitas melhourou ainda mais nesses últimos 3 a 4 anos. Quando entrei, o processo de melhoria já estava em andamento, mas eu estou satisfeito com a contribuição que pude dar. Eu continuarei endossando os produtos da Hohner, pois tenho certeza que há um time singular na Hohner garantido essas gaitas.

Estudantes felizes e contentes e cheios de sucesso na MBSBem, e agora, como continua? Eu continuarei em contato estreito com a Hohner. Eu também continuarei nas listas de discussão, se bem que provavelmente menos ativo, pois estarei investindo a energia nos estudos. Quem sabe eu não dou sorte e encontro um povo gente boa para tocar música celta na Inglaterra? Ou não entro numa banda de country no Canadá? Mannheim é uma cidade com muitos músicos e bandas, especialmente no pop. Também deve ser legal.

Eu pretendo estudar que nem um louco durante esse ano. Afinal, estou investindo muita grana nessa empreitada, tenho que sair no final com um ótimo emprego. Mas pretendo também aproveitar a chance de sair da cidade pequena, conhecer lugares novos e gente diferente. Quem sabe eu não consigo organizar o meu-dia-a-dia para fazer um pouco de esporte todo dia e treinar gaita com regularidade?

Mamãe, formei! Tenho mesmo que vestir essa camisola de padre?Depois do MBA vem o emprego. Não sei onde nem que tipo de indústria. Tenho alguma idéia vaga do que quero e do que não quero. Gostaria de continuar trabalhando com música. Porém também sou fascinado pela internet e suas aplicações e também tenho vontade de trabalhar com isso. Posso voltar a ser engenheiro naval. Ou abrir um negócio próprio mais adiante. E isso tudo pode acontecer aqui na Alemanha, na Europa, na América do Norte, no Brasil... não estou me fixando geograficamente. Aproveitarei esse ano de estudos para ver ofertas, possibilidades e pensar em tudo o que pode acontecer. E no final tenho certeza que um dos caminhos possíveis se fará mais claro e mais convidativo e nós todos teremos mais uma surpresa bresslauniana.
Ótimo. E agora desejem-me bastante sorte. Já agora para os meus preparativos para o financiamento dos próximos 15 meses, mas também para as épocas de provas e trabalhos em grupo.

Bem, tudo de bom e até breve,

Bresslau, que escreveu mais do que tinha planejado.


[Monday, July 09, 2007 | | 1 comments ]

O que eu não comentei ainda é que bati um papo curto com o Kim Wilson. Me disseram que o cara era meio estrelinha e tal, mas foi gentil comigo. Vai ver que fio o meu cartão bonito da Hohner e a minha barba estilosa. Abaixo, a foto oficiosa.


Eu toquei com o Kim também, em breve coloco o vídeo. Foi legal e divertido ;-)